domingo, 7 de setembro de 2014

"Águas Silênciosas"

Oi! meus amigos, apresento minha primeira tela pintada e acessível para os meus irmãos invisuais. Penso que consegui o objetivo, pois a amiga que recebeu de presente é cega e conseguiu ler a obra, a paisagem. Ela ficou em dúvida somente pela lua. Achou que poderia ser o sol, porém o sol seria simbolizado com raios. Vamos a descrição: Acrílico sobre papel de seda.e, começando com nuvens e a lua posicionada no lado esquerdo da tela, no alto... Toda a tela foi coberta com papel de seda na cor azul escuro, foi amassado em forma horizontal para fazer as ondas do mar e o céu. Uma paisagem noturna,, com a lua iluminando o mar,  refletindo nas águas. Sobre o mar um barco a vela com duas velas na cor vermelha, uma bandeira no mastro O barco é amarelo claro e está abaixo do reflexo da lua do lado esquerdo. Temos ondas brancas. Um barco pairando sob o luar a noite com a luz da lua. Como se tornou acessível? Nuvens, lua, ondas, barco, as velas, mastros, bandeira foi desenhado em EVA (uma espécie de cartolina grossa de borracha) nas formas descritas acima e colado nos devidos lugares, também já descrito. A separação do céu com o mar, coloquei uma tira de EVA colado de uma ponta a outra na horizontal.  essa colagem pintei o tela. Vista de longe os videntes veem uma paisagem. E os invisuais sentirão a paisagem, verão com os dedos. Este sentido que é o tato, tão importante para nós. Sou deficiente visual, porém tenho uma pequena visão central, que me permite fazer estas obras. Fiquei muito feliz por ter conseguido. Espero que voces também gostem. Fiz tudo com um amor imenso dentro de meu coração. Agradeço a Deus e ao professor Inácio que me dá aula e me ajuda a encontrar maneiras para nós podermos ver tb. Afinal sendo cegos também nos credencia a gostarmos de arte.
Beijos a todos
Bel Talarico
Artista Plástica.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

"Mãos que brotam"

 Isso mesmo! Tenho reparado e refletido muito a respeito, as mãos das pessoas brotam na minha frente. Isso são as colheitas do que tenho plantado. A plantação que estou a semear chama-se Amor. Amor em Jesus, amor ao próximo. Interessante que planto uma coisa só, que é o Amor. Ha! Mas essa semente de amor, apresenta se tão variada, vão formando raízes , muitas raízes. Transforma se em amor sorriso, amor paciência, amor compaixão, amor caridade, amor perdão, amor compreensão, amor de mãe, amor de vovó, amor de irmãos. Amor cuidado, primeiramente comigo sem deixar que seja um amor egoico, mais um amor suave comigo. Interessante que em todos os lugares que passo, tem sempre alguém a me ajudar. E como não tenho o periférico então o que vejo são mãos sendo oferecida a mim para me ajudar descer do ônibus, a travesar ruas ou dentro do coletivo ajudando a alcançar o suporte para me firmar. Isso é muito bom, muito gratificante em saber que as pessoas aqui de Floripa são tão solidárias. Recentemente estivemos na ilha de Anhatomirim, quando era para subir ou descer escadas ou pedregulhos, só dava uma parada e um desanimo, mas imediatamente aparecia uma mão com um braço forte para me ajudar. Só tenho que agradecer a todos e a Deus, mesmo com as dificuldades sou feliz e que essas mãos que brotam, pois não vejo os rostos sejam cada vez mais abençoados por Deus, porque são seres humanos que preocupam se com o próximo. Fico por aqui.
Bel Talarico

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

De vez em quando!

Choro! Hoje pela manhã consegui transformar uma dor . A tarde fui buscar medicação, como está muito complicado devido a catarata, além do glaucoma e miopia! Nossa! que olhinhos sofridos são estes os meus.
Tomei muito cuidado, mas ao passar enfrente de loja de carros, motos, os clientes estacionam em frente ocupando toda a calçado. O pedestre usa o asfalto. Quando ia passar uma fiorina estava saindo, o motorista me viu e eu a ele, me deu sinal para eu passar. Assim comecei a contornar o carro e eis que dei de cara com uma extensão de uma escada que ele trazia em cima. Pô! me autoriza e esquece que tem empecilho, como não sou baixinha me atingiu de cheio. Parei segurei na escada para aliviar minha dor. Segui em frente e o jovem motorista nem saiu do carro para ver se estava bem. De repente alguém me chama, pergunta como estou, provavelmente o dono da loja, perguntou se eu queria voltar e sentar, se queria água, se realmente eu estava bem. Falei estou bem moço, mas vamos combinar né: ele disse: ele se esqueceu da escada. Falei : quero é chorar moço.
Ele me pediu desculpas, perdão e eu continuei o caminho chorando de tudo menos de dor física.
Dor de não poder ver direito, dor de precisar de ajuda de outros , dor das pessoas não saberem nos ajudar, medo! pois fiz cirurgia recente e não poderia  sentir nada brusco na cabeça, medo do ponto se abrir, medo de ficar cega. de não poder ver mais minhas netinhas e netinho.  medo de sentir medo. 
HÔ! Meu Pai, me ajuda Jesus e espiritualidade amiga a encostrar a serenidade e equilíbrio tão necessário para minha alma e físico.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bruaca!!!!

A vaca faz muuuu!, o pato faz qual-qua! E a vovó faz bruacaaaaa! Assim diz meu genro. Estávamos, eu minha mana e sobrinha passeando pelo centro cultural da Marinha no Rio de Janeiro. Muito calor e no aguardo do passeio da barca pela orla da Baia de Guanabara, fomos comprar picolé na lanchonete do local.
Até ai! Tudo normal, minha mana como minha guia juntamente com a Duda (bengala) que é mágica ou bruxa como a dona. Caminhando em direção a lanchonete, como sempre a acessibilidade aqui no Brasil é péssima, Minha mana se distraiu, não acostumada ser guia, eu dei um tropeção no meio fio e quase beijei o chão do Rio. Claro! Que na minha falta de compreensão, fiquei brava. Sem a menor educação, dizem que bradei em alto som "bruacaaaaa" 
Estávamos quase na entrada da lanchonete, onde cheio de turistas sentados, se refrescando na espera do embarque na barca para o tal passeio. Não preciso dizer que não os tinham enxergados. Entramos e diz minha sobrinha que após o bruaca as pessoas nos olharam e quando somos passando com a Duda eles nos deram passagem, parecendo o mar se abrindo, como fez alguém que conta a bíblia.e que teve alguém,  que quase se colou na parede ppara dar passagem, quem diz isso é minha sobrinha. Bom! Tirando minha falta de paciência e educação com a mana! Quero dizer que a Duda continua sendo uma bengala mágica. De volta para casa, lógico !  veio a vingança, ops! o comentário e as gargalhadas. Então como nada se perde, ganhei esse refrão. 
Perdão Mimi eu amei o passeio e recomendo. Beijos
Bel  Talarico