terça-feira, 22 de junho de 2010

Parece estranho!!!!!!!!!!!!

Menos para mim. Estava  indo para trocar minha passagem, saí do Terminal de onibus comum,  me dirigi ao Terminal Rodoviário, beleza!!! sem problema,  afinal esse percurso já virou caminha da roça. Sabem que sou  DV,  tenho uma pequena visão no centro do olho, isso me permite ver, mas para me locomover com segurança  preciso de auxílio  de alguém ou de uma bengala. Como não disponho de alguém junto de mim sempre! optei pela Duda ( minha bengala companheira). Naquele trecho (200 mts +-) não preciso de ajuda,  porém sempre tem alguém me perguntando se preciso de ajuda. Não foi diferente ontem, ouvi a voz do rapaz, consegui ver um pouco seus pés, pois para ve lo por inteiro teria que parar, pedir para s posicionar na minha frente e isso demanda muito tempo e uma situação esquisita para quem quer só ajudar, não acham? Diante disso quase sempre aceito, então! eu disse: uma ajuda sempre é bom, ele me ofereu o braço,  segurei e lá fomos nós, eu toda faceira a tiracolo com um jovem,  já havia percebido que era uma pessoa "dita" diferente pelos padrões da sociedade hipócrita. Fomos alegres conversamos bastante, ele me disse que sempre ajuda os ceguinhos, achei interessante! pois eu até posso levar o nome de cega, mas ceguinha! o meu tamanho não permite, até minha bengala é grande. Há! esse termo não me aborrece mais! ok  Conversa vai, conversa vem, disse a ele que eu ia em determinado box. Seguindo eu observei que as pessoas me olhavam e logo a seguir para ele, como quem! coitada dessa cega não sabe quem á está conduzindo. E eu me divertindo por dentro, porque devido a bengala todos pensam que sou invisual, me olham descaradamente.hehehe. Chegando lá na entrada eu disse a ele que estava de bom tamanho até alí, mas ele me responder que me levaria até o balcão,  assim foi feito, novamente as pessoas nos observando.
Chegando no balcão paramos, então ele se posicionou na minha frente e eu pude ver seu rosto. Me desejou que ficasse com Deus, eu agradeci, desejando o mesmo. Mas acho que vou deixar para o próximo capítulo ou melhor postagem para dizer a voces quem ele era! Posso?
Credo!!! não precisam se zangar comigo é uma brincadeirinha. Então! era um jovem alto magro, pele branca, loiro de olhos azuis, muito lindo me deu um sorriso e se foi. Mas era um morador de Rua, devido a sua aparência, inclusive sujo. Gente! pra mim isso não tem importância, podem ser negros, gordos de rua, deficientes, engravatados etc... o que me importa é o ser interior de cada um. E isso eu consigo perceber nitidamente, acho que é a sensibilidade desenvolvida devido a minha deficiência.
Não deixei de me emocionar, pois mais que entenda o momento de cada um, fico triste, pensei no frio, no alimento em tudo que falta para essas pessoas, ele alí ajudando alguém, são muitas vezes mais integro de que muito endinheirado. Começando pelos políticos.
Fico por aqui, senão vou descambar a falar dos políticos.
Oremos por todos os nossos irmãos, somos todos filhos do Universo, de Deus.
Bel Talarico
Florianópolis SC

3 comentários:

Chris Amag disse...

Que lindo, Bel!

Você sabe que Jesus se faz presente nas pequenas ações e se veste de pessoas que nem conhecemos para nos dar as mãos.

Fiquei emocionada com o seu texto. Toda a cena foi se formando na minha cabeça. Dá até uma bela história, principalmete porque você se diverte com o que vê quando pensam que não vê... E acaba vendo lá dentro, o que vai no coração!

Obrigada pelo carinho!

Bjs
Chris Amag

Chris Amag disse...

Olá, Bel, como vai?

Passei por aqui para lhe convidar para dar uma passadinha lá no meu blog.

Postei uma crônica (falada) em vídeo que me emocionou muito.

Escute e deixe um comentário sobre o que sentiu.

Uma boa semana!

Chris Amag

Heliane disse...

Adorei sua postagem.Fiquei imaginando a cena que você descreveu...
Fico imaginando como você faz para escrever e manter esse blog tão rico em palavras.Palavras que comovem e que dão alento a pessoas que precisam de uma ajuda para mover e orientar seus corações pelos caminhos da vida.
Adorei seu relato, adorei seu blog.
Beijos em seu coração,
Heliane